Sol e sombras, frágeis cristais rasgando impetuosos a tela nua, como punhais. Amansar de ilusões que, ora matam e aprisionam o artista, ora o libertam feito ave rasgando o ar.

Espelho de vida de coração aberto, reflexo do conflito interior, fruto da sublime combinação de sonho e desejo. Viva expressão de catarse libertadora pulsando em cada tela. E é assim que a obra perdura para além da esfera restrita do tempo e do espaço. "O artista tem em si aquilo que transcende o próprio tempo" - Needleman. À Isabel, da amiga cuja "arte" reside apenas num modo diferente de te ver como artista - mulher - a face humana (escondida?). Um grande abraço

Filomena Coelho